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Casa da Inquisição

A abrir brevemente

Instalado na Casa do Morgado, uma casa setecentista de grande valor histórico-arquitetónico, e a partir do Regimento do Santo Ofício, com base na Realidade Aumentada, cria-se um centro interpretativo que desloca o visitante para um universo histórico-sociológico, transportando o utilizador para outra época, tornando a experiência única e singular.

 

De forma pedagógica e elucidativa, o visitante acompanha as diferentes fases de um processo inquisitorial. O guião expositivo, em parte, tem como suporte o processo de Guiomar Mendes, cristã-nova castelo-vidense presa pela Inquisição de Lisboa em 1662.

 

Breve introdução sobre a Inquisição Portuguesa

 

A Inquisição Portuguesa foi estabelecida em a 23 de maio de 1536 e terminou em 31 de março de 1821. O primeiro auto-de-fé realizou-se a 20 de setembro de 1540, em Lisboa e o último em 1761, tendo tido como vítima o Jesuíta Gabriel Malagrida, já no tempo do Marquês de Pombal.

 

Existem alguns registos que indicam que foram queimadas vivas em autos-de-fé 1.175 pessoas e 633 em efígie (em representação). Foram presas, torturadas e condenadas a vários tipos de penitências cerca de 30 mil pessoas. No entanto estes números estarão certamente abaixo da realidade.

 

Esta instituição abrangeu todo o território português, sendo que quer em intensidade e quer em extensão nenhuma outra se lhe igualou.

 

Numa vila com uma proeminente comunidade judaica, Castelo de Vide recebeu várias vezes a visita do “Visitador”, que era uma forma de ampliar a presença inquisitória por todo o País. Como forma de relembrar todo o processo, “A Casa da Inquisição”, retrata a vida da cristã-nova Guiomar Mendes, desde o momento em que entrou no cárcere até ao minuto final, ou seja, o auto-de-fé.